Não é utopia

Não é uma utopia.
Não é questão de viver uma utopia.
Eu só imagino que as coisas dependem de nós, e apenas NÓS.
De quem mais o futuro dependeria?? Dos outros? E quem disse que “nós” não somos os “outros” de outros nós?
O grande problema é que as coisas, as ideias, sentimentos, pensamentos e as realções não estão sintonizadas, não estão na mesma linha de pensamento, de desenvolvimento.
No momento e

m que essas linhas se alinharem, alguma mudança irá surtir efeito. Digo isso, pois mudanças ocorrem a todo o tempo, mas se assemelham a grãos de areia sozinhos. QUando juntos, podem formar a mais bela faixa de areia, não mais uma faixa de grãos, mas AREIA.
É muito difícil, entretanto, perceber as diferenças, as atitues que geram alterações na nossa vida. Realmente, é muito difícil. Isso pode questionar o modelo de vida de tantos, que para estes, sempre foi a verdade suprema.
Mas é tempo de questionar a exatidão da vida, questionar crenças enraizadas, questionar a ciência, a políticas, e principalmente a movimentação do poder. Que pode é esse que tanto vicia?
Vícios são motivos de críticas, de dramas e de pesquisas. Mas qual é a raíz dos vícios? A resposta para essa questão pode não ser exata, pode até mesmo ser parcial, mas não vejo maneira melhor de respondê-la sem fazer o uso de minha opinião:
Em algum momento, na história humana, o Homem perdeu a fonte de algo que o saciava. Não sei ao certo o que era essa fonte, mas foi perdida, e, agora, o homem busca por meio das relações, dos laços de trabalho, afetivos e até mesmo históricos, regatar essa força primitiva de pode; mesmo que isso signifique passar por cima de coisas como a vida.
O vício tornou-se “dominar o outro”. Foram inventadas várias ferramentas para isso, para controlar a vontade de mudança, para fazer a mudança ser retilínea e uniforme, controlada, e não SINTONIZADA, há uma grande diferença nisso.
Mudanças sintonizadas são feitas quando uma ideia está presente no íntimo de todos, ou pelo menos da maioria.
Até agora, você deve estar pensando que tudo dito até o momento foi utópico, talvez. Só acho, e sinto que o desejo de liberdade está crescendo, e em um certo momento isso irá culminar. Não pense que é uma ideia comodista, pois esta própria autora tem sua boca seca pela sede da revolução, mas acha que o caminho não é fazer uma nova ditadura. Creio que vale mais uma democracia falha do que uma completa ditadura.
Precisa-se perceber que dentro de cada um há uma usina de poder, mais forte do que qualquer usina nuclear, mais forte que qualquer repressão, martelo esmagador, ou qualquer sentimento amargurado. É uma reforma que parte do micro, no íntimo de uma pessoa, até o macro, o mundo.
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Dominó

A gente vive em um estado de “potência”. Cada um é como se fosse uma célula totipotente, tem a potência de transformar-se em qualquer coisa, fazer e construir qualquer coisa ou ideia. É como se nesse estado, todos participassem de uma poça de gasolina: à espreita de uma faísca para entrar em combustão. À espera de uma faísca que, segundo muitos, vem por agentes externos à poça. Esse é o nosso prob

lema, “só faço se o outro fizer” ou “ele não me dá ‘bom dia’, porque deveria cumprimentá-lo?!”, espera-se a faísca externa para funcionar essa reação em cadeia, o efeito dominó. Mas é preciso a existência de um começo.
Quem,então, está disposto em começar essa reação em cadeia, sem esperar em um primeiro momento nada em troca? É um sacrifício, ou apenas o ato de saber, ter consciência de que a potência de todos não é nada sem o vir a ser de um?