Cadê o remédio?

É só uma doença de férias

Que logo vai passar…

Tão tentadora se mostra

Que chega a parecer real.

Todos os sintomas apareceram

Mas o remédio fiz questão de perder.

Ficar doente disso está sendo tão estranho,

Essa sensação que me fisgou

E a isca era tão diferente

Não queria morder.

Fui nadando contra a correnteza que me fazia ir de encontro com o anzol

Mas essa curiosidade foi maior

E talvez tenha me feito ficar doente

Talvez nem seja doença, mas sim, eu que queira tirar isso de dentro

Porque parece perigoso.

Tão acostumada com as águas mansas

Me perturbei com a correnteza

Mas trouxe novas águas para viver.

Quando me arrastarem para a praia,

Só quando a areia branca e fofa me abraçar

Vou poder ver afinal, o pôr do sol levando a doença com ele.

Tum tum tum

Tum tum tum

Já não é mais.

Agora se transformou num

Tuntuntum.

Sai pela boca e faz corar

Um coro cantou o tuntuntum

Soou como música aos ouvidos.

E me fez a dançar essa música

Sozinha eu dancei o tuntuntum

Que deveria ser dançado a dois.

Então  parei

Voltou o tum tum tum.

O coração mudou a música para um solo.

Solomiente ele.