Arrumando a estante

É incrível como se conhece mais de uma pessoa por folhear os livros dela, não é mesmo?

Se nunca fez isso, experimente.

Olha só, acabei de experimentar, achava que “experimentar” era com S, mas escrevi “esperimentar” e ficou feio… Ai, puis mesmo experimentar.

Ok, ok, hoje foi um dia bacana, comi churrasco, desenhei, escrevi, joguei bola com a minha irmã e meu pai, conversei sobre gibis eeee arrumei uma estante de livros.

Meu pai estava (ainda está) de mudança, e eu resolvi arrumar os livros que estavam empilhados no chão, esperando alguém que tivesse a vontade de aconchegá-los na estante deformada de madeira. Eu fui essa pessoa.

Fui lá, subi com uma escada, e com um pano úmido, puis-me a tirar o pó. Depois, passei o lustra móveis, ficou com um cheiro muito gostoso… :]

Agora, a outra etapa… Arrumar os livros por assunto: psicologia, medicina, botânica, gibis da mônica, religião…Eu fiquei atenta a quase a maioria dos títulos, os de religião foram os que mais chamaram minha atenção…

Quando lembrava, via se existia alguma dedicatória na contra capa do livro, geralmente só um ” para Robert”… Um dia ainda compro um livro para ele com uma dedicatória mais bonita…

Mas deixarei isso de lado, que estou com muito sono, nem imagem vou colocar…

Beijos, leitores ;*

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Esconde – esconde

Sei que não sei

O que importa agora?

As montanhas laranjas já esconderam o sol

Privaram-me do calor dos raios em minha pele

Do incômodo incessante aos olhos

Da agonia que ardia no peito

Obriga, montanhas

Obrigada, por lembrar que eles sempre estará longe

Sempre se esconderá de mim, dos meus olhos e da minha pele

Se esconde, mas sempre volta a queimar minha face e esquentar meus dedos gélidos

Que em sua ausência perdem os sentidos, pela falta do calor

Esconde-esconde de viver,

Esconde a vida e mostra a morte.

Veneno que brilha

Não acredite nas estrelas

Elas brilham demais

Cintilam até cegar os olhos

Até você acreditar nelas.

Elas te fazem demasiadamente feliz

Esse é o veneno delas

Um veneno que você gosta, e pede mais

Toda noite

Um pedido encarecido é feito à elas

Um pedido que tem tudo para dar errado

Elas o atendem

Você fica feliz por elea existir

És um tolo por acreditar naquela beleza única

Ela não existe mais

Deixou de existir a muito tempo

E o único tolo que ainda pensa o contrário, é você

Ela não está mais ao seu lado

Abandonou você e seus pedidos, que nunca mais serão atendidos

O que você vê são apenas restos do que aquela estrela fez

Apenas o brilho dela se esmaecendo na escuridão da noite

Só para lhe lembrar que ela existia, e que antes de embalar no sono

Ela o olhava feliz, com um olhar envenenador

Esses restos da estrela

São o resto do veneno

E você está envenenado

Envenenado pela noite linda sem a estrela a quem confiou todos seus segredos mais íntimos.

Ela não existe mais…